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9ª edição do Sexta Jazz AF: Do Swing ao Bebop – A guitarra dos Anos 40



Quando: 03 Outubro 2014, Sexta-feira, às 20h30min
Onde: Aliança Francesa Florianópolis
Endereço: Rua Visconde de Ouro Preto, 282 - Centro
Quanto: Gratuito
Evento no FB: www.facebook.com/events/350414408468826

Do Swing ao Bebop – A guitarra dos Anos 40, esse é o tema da 9ª edição do Sexta Jazz sobre os principais guitarristas do swing e do Bebop, que acontece dia 03 de outubro, às 20h30, na Aliança Francesa. A entrada é franca!

Os músicos e curadores do projeto, Paulo David (piano), Tiê Pereira (contrabaixo) e Mauro Borguezan (bateria) recebem o guitarrista, violonista, compositor, arranjador e professor de música Lucas Martinez. No repertório, quatro dos maiores guitarristas do jazz dos anos 40, Wes Montgomery, Barney Kessel, Mitchell Herbert Ellis e Charlie Christian.

O evento é viabilizado através da Lei de Incentivo à Cultura (Rouanet) e conta com o patrocínio da Tractebel Energia. Além disso, faz parte da programação de aniversário de um ano da SIC Radio.

Lucas Martinez é guitarrista, violonista, compositor, arranjador e professor de música desde 2005. Tocou em grupos de diversos estilos musicais, variando do Metal até o Jazz tradicional, passando também pelo blues, rock, e a música brasileira.

Alguns anos após aprender os primeiros acordes no violão com o pai em casa, aos 14 se interessou pelo estudo da música através da guitarra elétrica. Estudou dois anos com Denis Warren. Em 2005 ingressou o curso de Licenciatura em Música na UDESC, onde teve oportunidade de ampliar seus horizontes estudando com harmonia, contraponto e composição com Sérgio Freitas. Paralelamente, estudou guitarra Jazz e MPB com Weslley Risso, Leandro Fortes e improvisação com o pianista Luiz Gustavo Zago, além de ter feito cursos de aperfeiçoamento com grandes nomes da música brasileira como Nelson Farias, Arismar do Espírito Santo, Daniel Sá, Mario Conde, Ademir Cândido e Alessandro Krammer.

Em 2008 se mudou para a Holanda, onde morou 4 anos e se graduou Bacharel em Guitarra pelo internacionalmente conceituado CODARTS Conservatório de Rotterdam, onde estudou jazz, improvisação e composição com nomes como Ed Verhoeff, Ronald Schmitz, Maurice Rugebregt, Anna Elis de Jong, Jan Laurens Hartong e Simon Rigter. Na europa teve contato com a música das mais variadas culturas e se apresentou na Alemanha, Bélgica e Espanha, além de diversas partes da Holanda.

Em 2012, de volta ao Brasil, se estabeleceu em Florianópolis, onde participa de diversos grupos musicas e leciona guitarra, violão e improvisação.

Do Swing ao Bebop – Wes Montgomery

Até os anos 40 a guitarra (ou, anteriormente, o banjo) desempenhava uma função meramente rítmica dentro das formações jazzísticas. Isso seria mudado pelo guitarrista Charlie Christian: com ele, a guitarra passa a construir linhas melódicas, e sofisticam-se os solos. O próximo grande guitarrista de jazz seria Wes Montgomery.

Nascido em 1925 em Indiana, filho do meio de três irmãos, todos músicos, mudou-se ainda criança para Ohio. Autodidata, Wes comecou a tocar tardiamente, aos 19 anos, por influência de Charlie Christian, de quem ouvia os discos e memorizava os solos.

Seis meses mais tarde, já tocava profissionalmente. Levou algum tempo para que Wes entrasse para a cena jazzística, até que no final dos anos 40 excursiona com a banda de Lionel Hampton por dois anos, voltando depois a Indianápolis. Com seus irmãos forma o conjunto chamado Mastersounds, que inevitavelmente viria a ser conhecido como os Montgomery Brothers. Gravam alguns álbuns em Chicago e San Francisco, onde por vezes tocam com o sexteto de John Coltrane, e também no festival de Montrey.

A gravação do clássico do R&B, "Goin Out of My Head” lhe valeu um Grammy que definitivamente o lançou a um maior público. Isso também lhe possibilitou sustentar seus sete filhos, até sua morte prematura e inesperada aos 43 anos, de ataque cardíaco.

Wes Montgomery desenvolveu um estilo único de dedilhado com o polegar, bem como um modo de tocar em oitavas, que se tornariam suas marcas registadas. Um de seus declarados seguidores é George Benson.

Barney Kessel (Muskogee, Oklahoma, 17 de outubro de 1923 — 6 de maio de 2004) foi um guitarrista de jazz norte-americano. Aos dezesseis anos começou a tocar guitarra influenciado pelo estilo de Charlie Christian, seu grande ídolo. Aos dezenove anos mudou-se para Los Angeles onde rapidamente se estabeleceu entre os grandes músicos da cidade.

Em entrevista ao jornalista Jotabê Medeiros – 21 de setembro de 2008 (Estadão), Eumir Deodato citou que Barney Kessel influenciou diversos músicos da Bossa Nova, dentre os quais ele mesmo e João Gilberto. O disco que mais marcou no Brasil foi o de Barney Kessel e Julie London, publicado pela Musidisc.

Mitchell Herbert Ellis (Farmersville, Texas, 4 de agosto de 1921 – Los Angeles, 28 de Março de 2010) foi um guitarrista de jazz norte-americano.

Ellis estudou entre 1941 e 1943 na North Texas State University. Em 1943 entrou para a Casa Loma Orchestra de Glen Gray e depois ingressou na big band de Jimmy Dorsey.

Tocou até 1958 com o pianista Oscar Peterson e com a cantora Ella Fitzgerald.

Nos anos 70 era membro das Great Guitars (com Barney Kessel e Charlie Byrd) e também trabalhou com Joe Pass.

Charlie Henry Christian nasceu em Dallas, Texas em 1919 e faleceu em Nova York em 1942. Começou a se dedicar à guitarra em 1937 e dois anos depois já era contratado por Benny Goodman como membro de sua orquestra e solista de seu sexteto.

Participante ativo das jam sessions do Mintons, em Nova York, onde o bop tomava forma no início da década de 40, morreu tuberculoso aos 22 anos, reconhecido como pioneiro do bop e considerado o primeiro grande solista de guitarra no jazz.

Charlie Christian emancipou a guitarra, até então instrumento eminentemente rítmico, passando a realizar seus pequenos vôos, ainda longe em potência de som ou criatividade melódico-harmônica, com os instrumentos de sopro.

Primeiro grande guitarrista de jazz, seu sentido de tempo, não centrado exclusivamente na marcação 4/4, mas dotado de uma elasticidade surpreendente para a época. Christian anunciou em suas poucas obras, a crescente complexidade rítmica do jazz moderno, bem como suas notáveis concepções harmônicas e melódicas antecipavam a estética do bop. 9ª edição do Sexta Jazz AF: Do Swing ao Bebop – A guitarra dos Anos 40

Categorias: Outubro 2014
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