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Primeira Exposição do Museu Patrimonial Itinerante da UFSC mostra objetos que narram a história da universidade



Quando: até 18 de maio
Onde: Centro de Cultura e Eventos, UFSC
Quanto: Gratuito

Em uma iniciativa inédita, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) inaugura, no dia 17 de abril, o Museu Patrimonial Itinerante da instituição. Estarão expostos, no hall do Centro de Cultura e Eventos, 18 objetos, de diferentes épocas e usos, narrando parte da história da universidade. A abertura será às 10h da manhã e toda a comunidade universitária está convidada a participar. A exposição estará aberta ao público até 18 de maio, data em que se comemora o Dia Internacional do Museu.

A exposição

Máquina de escrever, retroprojetor, mimeógrafo e estojo normógrafo são algumas das peças que, até pouco tempo atrás, faziam parte do dia-a-dia da universidade e hoje adquiriram valor histórico. Para os mais jovens, a mostra será uma oportunidade de entrar em contato, pela primeira vez, com objetos que sequer conheceram. Para os mais velhos, um momento de relembrar e reviver uma rotina de estudos e trabalho que pode agora parecer longínqua.

O museu foi concebido como um projeto de extensão vinculado ao Departamento de Gestão Patrimonial (DGP/UFSC). O DGP é o órgão da UFSC para onde são encaminhados os bens inutilizados de toda a universidade. Móveis como cadeiras, mesas e armários; computadores; equipamentos eletrônicos; instrumentos de laboratórios; e os mais diversos objetos dispensados por diferentes motivos ficam armazenados em um depósito central. Alguns chegam danificados, mas muitos outros são descartados apenas por seu uso ou tecnologia estarem, a partir de determinado momento, ultrapassados.

O destino usual dos objetos que não seriam leiloados ou doados era o lixo. Entretanto, muitos deles adquiriram uma sobrevida a partir do momento em que servidores do DGP lhes direcionaram um novo olhar. “Na primeira vez em que entramos no depósito, tivemos logo a ideia do museu. A maioria entrava lá e dizia: ‘Nossa, quanto entulho!’. Mas nós pensamos: ‘Quanta coisa legal!’”, conta Veridiana Bertelli, uma das idealizadoras do projeto. Para a servidora, o museu deve sugerir uma mudança de atitude: “Nossa proposta é mostrar que os objetos têm valor não apenas por seu uso em si, mas também por seu caráter histórico: eles apresentam a trajetória da universidade, os processos de trabalho, os avanços tecnológicos”.

Hudson Queiroz, diretor do DGP e coordenador do projeto, reforça a relevância da criação de um museu: “Parte da história da universidade pode ser contada através dos equipamentos que entraram em desuso. Nossa intenção é que a comunidade universitária faça uma viagem no tempo e entenda a importância de cada equipamento dentro de determinado contexto. Eu me lembro, por exemplo, da chegada da primeira máquina xerox no campus. Tínhamos que sair de nosso setor de trabalho, ir até a reitoria, onde estava instalada, e enfrentar uma fila de quase uma manhã toda para tirar uma cópia.” Ele lamenta que muitos desse objetos se perderam pois foram descartados ao longo das décadas de 1960, 1970 e 1980.

Criação do museu

De um universo de cerca de 30 mil objetos, foram selecionados mil itens para integrar o acervo do museu. Destes, estarão expostos na mostra de inauguração 18 objetos. O processo de escolha seguiu três critérios. O primeiro deles foi o tempo: os materiais representam todas as décadas, desde o início do funcionamento da UFSC, nos anos 1960. O segundo foi o local: há bens de onze centros de ensino e de duas pró-reitorias. “Selecionamos uma mostra representativa por período e por local. Os objetos procederam dos mais diversos setores da universidade, como o biotério central e a carpintaria”, explica Gabriel Martins, outro idealizador do museu. O terceiro foi o tipo de serviço, isto é, instrumentos cuja modalidade de uso envolvia atividades de ensino, pesquisa, extensão ou manutenção.

Definidos os critérios de triagem, a composição do acervo do museu passou por várias etapas. Primeiramente, a equipe pesquisou manualmente entre todos os objetos que já estavam armazenados no depósito central. “Mas a partir do momento em que o projeto foi se concretizando, começamos a identificar e selecionar mais itens entre os materiais que chegavam a cada novo recolhimento”, afirma Veridiana. Posteriormente, eles passaram a visitar outros espaços da universidade, inclusive aqueles localizados fora do campus central, como a Fazenda da Ressacada e o Hospital Universitário (HU), em busca de objetos que poderiam ter interesse histórico.

Foi criado, no DGP, um depósito intermediário destinado exclusivamente ao acervo do museu. “Depois começamos a limpar, recuperar, pesquisar e identificar o que era cada objeto, pois vários deles não conhecíamos”, diz Gabriel. Após todo o trabalho de limpeza e recuperação, cada objeto foi rastreado no sistema do DGP, onde consta sua data de chegada na UFSC e todos os setores pelos quais passou. “Procuramos também os trabalhadores que utilizaram esses equipamentos antigos para contar um pouco de sua história e para que serviam”, explica.

Muitos desses servidores demonstravam carinho por certos objetos e a vontade de que fossem preservados. A ideia do museu ganhava, assim, materialidade e importância. Veridiana relata que nunca houve um trabalho institucionalizado para dar conta dessa demanda de preservação e cuidado com o patrimônio que seria descartado: “Começamos a fazer, ainda dentro do depósito, algumas exposições de teste. Depois, passamos para a sala de entrada do DGP. A partir do momento em que as pessoas visitavam o setor e viam essas pequenas mostras, muitos se entusiasmavam e se mostravam dispostos a contribuir, nos enviando mais objetos”.

“Nossa ideia inicial era criar um museu dentro do DGP. Mas quando vimos o quanto os objetos eram significativos e, principalmente, o impacto que causavam nas pessoas, começamos a reformular o projeto. Percebemos que o melhor que poderíamos fazer por uma gestão patrimonial que preze também pelo patrimônio histórico seria viabilizar exposições itinerantes”, afirma Gabriel. Após a inauguração, portanto, todas as unidades acadêmicas podem receber uma exposição, planejada de acordo com as demandas de cada espaço.Uma das ideias da equipe, por exemplo, é compor uma exposição interativa para a SEPEX. “Queremos criar uma sala de aula dos anos 1980. As crianças poderão manusear o mimeógrafo, a máquina de escrever, entre vários outros objetos que com certeza ainda não conhecem”, diz Veridiana.

Futuro

A UFSC é, provavelmente, a primeira universidade do país a inaugurar um museu patrimonial. A equipe do projeto realizou ampla pesquisa, mas não encontrou iniciativa semelhante em nenhuma outra instituição de ensino. “Descobrimos museus patrimoniais em outras organizações, mas nenhum deles em universidade brasileira”, informa Gabriel. A partir do museu, outros projetos relacionados à preservação e cuidado com o patrimônio estão previstos. Segundo Veridiana, a ideia é criar um roteiro cultural na universidade: “Temos aqui o Museu de Arqueologia e Etnologia (MArquE), o projeto Fortalezas, o Centro de Cultura e Eventos e uma série de outros espaços que podem integrar um roteiro de visitação.”

Esse circuito cultural, que incluiria o DGP, incentivaria outros espaços a terem seus próprios acervos. “A Setic, por exemplo, já tem material suficiente para criar um museu patrimonial local. Cada espaço de trabalho pode preservar sua própria história. Isso contribuiria para divulgar as atividades dos diversos setores da universidade para a comunidade interna e externa”, explica Gabriel. Eles também pretendem criar uma exposição virtual: “Ainda não temos estrutura para isso. Mas se conseguirmos envolver os estudantes de Museologia, Arquitetura, História e outros cursos, seria possível fazer a catalogação de todos os bens e a divulgação no site.”

Próximas exposições:

31 de julho a 18 de agosto: “Bem-vindo 2017/2” – hall da BU.
16 a 20 de outubro: “O museu vai à Sepex!” (mostra interativa).
4 a 19 de dezembro: “Parabéns UFSC!” – hall da reitoria. Primeira Exposição do Museu Patrimonial Itinerante da UFSC mostra objetos que narram a história da universidade

Categorias: Maio 2017
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