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Masterclass e Recital de violão com Prof. Antônio Guedes



Quando: 10 e 11 de outubro
Onde: Igreja da Lagoa, Udesc
Quanto: Gratuito
Evento no FB: www.facebook.com/events/1490527877866578

Sexta-feira, 10/10, 20h00 – Recital
Local: Igreja da Lagoa
Endereço: Rua Francisca Luísa Vieira, 277 – Lagoa da Conceição

Sábado, 11/10, 14h00 – Masterclass e bate-papo
Local: Auditório do Departamento de Música da UDESC
Endereço: Avenida Madre Benvenuta, 1907 – Itacorubi

Nos dias 10 e 11 de outubro, o Programa Ponteio – Violão na UDESC recebe um ilustre convidado: o educador, concertista e luthier Antônio Carlos Guedes de Oliveira, verdadeira lenda do violão brasileiro. Metalúrgico aposentado e violonista apaixonado, o Prof. Guedes influenciou gerações de violonistas brasileiros. Segundo o professor da UDESC, Luiz Mantovani, ex-aluno de Antônio Guedes, "trata-se de uma figura única no cenário nacional, alguém que, movido pela paixão musical e por uma incessante busca pelo conhecimento e aperfeiçoamento, inspira-nos e serve de exemplo, não só para a carreira, mas para a vida”.

O evento inicia na sexta-feira, 10 de outubro, com um concerto na Igreja da Lagoa, às 20 horas, que será executado em um dos instrumentos construídos pelo próprio Guedes. No programa, música de de Visée, Albéniz e Granados, além de seleções de seu CD lançado em 2013 com obras de Francisco Tárrega.

No sábado, às 14 horas, Guedes ministra uma masterclass para os alunos do Bacharelado em Violão no Departamento de Música do CEART/UDESC, aberta ao público ouvinte. Será uma excelente oportunidade para conhecê-lo de perto, trocar ideias e compartilhar de sua experiência musical. A entrada para ambos os eventos é franca.

Sobre Antônio Guedes:

Antônio Carlos Guedes de Oliveira é tido como uma das principais referências violonísticas do Brasil, conciliando o passado ao presente do instrumento através de suas atividades como concertista e professor ao longo de mais de sete décadas de vida. Iniciou seus estudos violonísticos com o pai, seresteiro e violonista amador que tocava em regionais de choro em Capivari (SP). Prosseguiu seus estudos de maneira autodidata até os 21 anos, quando conheceu em São Paulo o grande pedagogo uruguaio Isaías Sávio, com quem passou a ter aulas. Posteriormente estudou com Henrique Pinto, Edelton Gloeden e com o compositor Mikhail Malt. Metalúrgico de profissão – trabalhou nas fábricas da Willys Overland (hoje Ford) e na Krupp – conseguiu a proeza de conciliar atividades aparentemente tão díspares quanto as de operário e musicista/professor de violão. Após sua aposentadoria, passou a dedicar-se integralmente à prática e ao ensino do violão em Jundiaí (SP), cidade em que se radicou. Entre os seus alunos, destacam-se Fábio Zanon, concertista de fama internacional e professor visitante da Royal Academy of Music de Londres (Inglaterra), e Luiz Mantovani, professor da UDESC e membro do Quarteto Brasileiro de Violões.

Durante sua carreira como concertista e professor, Guedes acumulou prêmios e reconhecimento. Em 1960, venceu entre 35 concorrentes o Concurso de Conservatórios do estado de São Paulo, patrocinado pela Giannini, o que lhe proporcionou inúmeras apresentações, inclusive no Teatro Municipal de São Paulo. Em 1980, obteve uma bolsa de estudos para aperfeiçoar-se no Uruguai com Abel Carlevaro; segundo Fábio Zanon, Carlevaro mais tarde afirmou que Antônio Guedes possuía a "condição física perfeita para tocar violão, especialmente a mão direita”. Em 2013, lançou seu primeiro CD, intitulado "Recuerdos – Guedes toca Tárrega”, inteiramente dedicado ao mestre espanhol e idealizador da escola moderna do violão. Mais recentemente, unindo a habilidade adquirida em 32 anos como ferramenteiro-modelador à paixão permanente pela Música e pelo violão, passou a construir seus próprios instrumentos, tendo sua produção já chegado a 15 exemplares.

Segue artigo do compositor Gilberto Mendes escrito em 1980, a respeito de um recital de Antônio Guedes na cidade de Santos (SP).

"O outro concerto foi de Antônio Guedes. Diz seu curriculum que ele iniciou seus estudos musicais com seu pai, depois continuando com Isaías Sávio; que já realizou concertos em diversas cidades do Estado de São Paulo e que, a partir de 1978, passou a estudar com Henrique Pinto. Mas o importante, a saber, é que Antonio Guedes é um metalúrgico, que nas horas vagas de seu trabalho na fábrica, adquiriu com grande força de vontade a vigorosa personalidade musical que pudemos conhecer em sua exibição.

Assim foi temperado o aço, diz o título de um velho romance operário. Assim foi temperada a técnica e a concepção de interpretação de Antônio Guedes. É interessante verificar como a vivência de um homem se projeta em sua realização artística. A interpretação de Antônio Guedes, além de tecnicamente impecável, é de uma musicalidade que poderíamos chamar de humana, máscula, enxuta, dita, sem o maneirismo da interpretação profissional estrelística, vaidosa, exibida, da maioria dos chamados artistas.

Que aberração, essa coisa de alguém pretender ser um artista, um intelectual, que pretensão mais classista! E ainda pretender ser respeitado, admirado em sua posição elitista, como se fosse um ídolo, como acontece principalmente na música popular. Todo mundo é igual. Quem escreve, quem toca, quem faz música, deve se sentir parte do povo, não alguém acima dos outros, intelectualmente, artisticamente.

Senti frente a Antônio Guedes um respeito, uma admiração que jamais senti frente a Segóvia e outros mestres do violão. Nestes admiro a técnica, a arte. Em Antonio Guedes, o metalúrgico, admiro o homem e o artista, numa só pessoa. Todos nós deveríamos ser trabalhadores intelectuais e trabalhadores manuais, ao mesmo tempo. Uma fábrica educa melhor do que uma universidade, embora a universidade seja necessária para o ensino teórico. Por isso, o ideal seria unir a universidade à fábrica. Para o desenvolvimento de uma consciência de trabalho para o bem espiritual e material dos homens.

Nos trêmulos românticos do violão de Antônio Guedes, sentia-se o calor de mãos trabalhadoras; dedilhando o sentimento do homem, desde John Dowland, Scarlatti, até Granados, A. Barrios, Villa-Lobos.” Masterclass e Recital de violão com Prof. Antônio Guedes

Categorias: Outubro 2014
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