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Camerata Florianópolis convida Paulinho Moska



Quando: 25 Março 2017, Sábado, às 21 horas
Onde: Centro de Cultura e Eventos, UFSC

A união de grandes nomes da MPB com os músicos da Camerata Florianópolis caiu no gosto do público e tem levado centenas de pessoas às apresentações. Desta vez, o concerto inédito será com Paulinho Moska, um dos mais versáteis e criativos artistas da atualidade no Brasil, que vai mesclar sua poesia lírica com a incrível performance dos músicos da orquestra no dia 25 de março, sábado, às 21h, no auditório Guarapuvu do Centro de Cultura e Eventos da UFSC. Os ingressos podem ser adquiridos na Blueticket.

O espetáculo Camerata convida Paulinho Moska é uma realização da A2 Entretenimento e conta com produção de Abel Silva e Maria Elita Pereira, regência do maestro Jeferson Della Rocca e arranjos de Luiz Gustavo Zago. Tem apoio cultural do Blue Tree Premium e apoio de mídia da Elemidia.

Há quatro anos sem se apresentar em Florianópolis, o cantor e compositor carioca promete um show contagiante. O repertório contará com grandes sucessos da carreira como Pensando em Você, A Seta e o Alvo, A Idade do Céu, Lágrimas de Diamantes, Último Dia, Tudo de Novo de Novo, Namora Comigo, Somente Nela, entre outras.

Conhecido por sua pluralidade musical, esta não será a primeira experiência do artista com uma orquestra. Ele já teve grandes encontros com a música erudita quando integrava a Orquestra de Vozes e, mais recentemente, em 2014, quando se apresentou ao lado da Orquestra à Base de Cordas de Curitiba.

Já a Camerata Florianópolis vem se destacando por sua pesquisa sonora junto a diversos estilos e gêneros musicais. Realizou concertos com importantes artistas brasileiros como Lenine, Toquinho e Daniela Mercury. A orquestra figura hoje entre os mais importantes grupos do gênero no Brasil e vem desde sua fundação, em 1994, atuando ininterruptamente, sempre com significativa participação e relevância na agenda cultural de Santa Catarina. A união entre a Camerata Florianópolis e Paulinho Moska promete ser mais um sucesso, marca registrada ao longo de 23 anos de história da orquestra.

Paulinho Moska

Quando era criança, Paulinho Moska gostava de colecionar coisas. Coisas de todos os tipos. Tampinhas de garrafa, selos, conchas, latinhas de refrigerante, quadrinhos. Não estacionava o interesse em um tema único. Queria experimentar tudo o que lhe parecesse suficientemente bonito, estranho, divertido, instigante. Figurinhas, discos, pedras, fotografias, chaves. E assim o menino montou, tijolo por tijolo, o mundo em que pretendia viver: costurando informações das áreas mais variadas, colando fragmentos de sons e pedaços de imagens de todos os tipos e origens. Esse caleidoscópio de vontades, perspectivas e possibilidades ainda guia o homem Paulinho Moska – ou simplesmente Moska, como ele assina nos últimos tempos.

Também construiu sua carreira artística, sua discografia, canções inspiradas e se reflete, desde o título, em "Muito Pouco Para Todos" (2013), pacote de CD e DVD gravados ao vivo que ele lançou por seu selo Casulo, com distribuição da Sony Music, até o novo show "Violoz", com produção Liga Entretenimento. São 20 anos de carreira solo, e a data redonda até justificaria um trabalho retrospectivo. Mas a ideia aqui não era rever nada. Ao contrário. Moska aproveitou um show no Auditório Ibirapuera, em São Paulo, para ir adiante com as canções. Criou, no palco, um filme-colagem. Uma série (coleção?) de videoclipes cuja amarração dramática é feita pelos versos e climas das próprias canções. O Amor, em seus vários estados, é o cerne do roteiro. E a maior parte dos capítulos dessa história amorosa vem justamente do álbum duplo "Muito Pouco", trabalho em estúdio do Moska, lançado em 2010.

Mas canções de outros tempos foram pinçadas para ajudar na construção da trama: clássicos como "O Último Dia" (1995), "A Seta e o Alvo" (1997), "Um Móbile no Furacão" (1999), "Tudo Novo de Novo" e "Pensando em Você" (2003).

Tanto as novas quanto as mais antigas, cada música ganhou, no vídeo, um elemento que amplia seus significados. Um objeto de cena, uma coreografia, um efeito de câmera ou qualquer toque visual que a tira do estado puro de canção. E a coloca no palco também como texto, como imagem, como cinema. Assim, o roteiro parte do começo da vida (e do amor). Primeira canção do show, "Semicoisas" usa a imagem de um ultrassom. Não qualquer ultrassom, mas o de Valentim, filho mais novo de Moska.

Em seguida, "O Tom do Amor" mostra os primeiros desenhos do filho mais velho, Antonio. A narrativa segue até "O Último Dia", e, a essa altura, já está claro que ela não é só um retrato da vida do artista, mas também da de quem assiste. É como música de novela, que começa embalando a história de um personagem, mas, no correr da trama, ganha vida e vira a música de todo mundo.

No novo show intitulado de "Violoz", Paulinho Moska é mais que uma voz e um violão. Pela primeira vez decidiu levar seus violões preferidos pra estrada e fazer um show onde possa tocar diferentemente suas canções. Um violão com cordas de Nylon, um violão com cordas de aço, um violão barítono (afinado em Si), um violão híbrido (violão guitarra) e um ukelelê são, agora, os parceiros do artista. As canções vão derramando suas poesias como um longa metragem. É um show pra cantar junto, chorar e sorrir, numa noite cheia de alegria e paixão, de pensamento e delírio, de transcendência e pé no chão.

Em "Loucura Total" (2015), gravado em português e espanhol, numa parceria com o compositor argentino Fito Páez, o álbum conta com 12 faixas que mistura salsa, samba e até rock. Moska já emplacou 13 temas em trilhas da TV Globo – 11 deles, em sua própria voz. São músicas que se tornaram bem populares em novelas e minisséries, como "O Último Dia" ("O Fim do Mundo)", "A Seta e o Alvo" ("Zazá"), "Pensando em Você" ("Agora É que São Elas") e "Tudo Novo de Novo" (tema de abertura da minissérie homônima).
Também se tornou um compositor muito requisitado por outras vozes. A primeira foi Marina Lima, que, em 1995, abriu o álbum "Abrigo" com "Admito que Perdi". Depois, vieram inúmeras outras gravações, por artistas como Maria Bethania ("Saudade"), Elba Ramalho ("Relampiano"), Ney Matogrosso ("O Último Dia" e "Gotas do Tempo Puro"), Maria Rita ("Muito Pouco"), Mart'nália ("Soneto do Teu Corpo", "Sem Dizer Adeus" e "Namora Comigo"), Lenine ("Relampiano" e "Saudade"), Francis Hime ("Há Controvérsias") e Zélia Duncan ("Carne e Osso", "Não" e "Sinto Encanto"), entre tantas.

Foi no álbum "Tudo Novo de Novo" (2003) que Moska deu partida numa relação, hoje muito íntima, com artistas da América do Sul. Ali está gravada "A Idade do Céu", versão sua para um tema do uruguaio Jorge Drexler que depois faria sucesso também nas vozes de Simone e Zélia Duncan. Drexler veio ao Brasil participar do show de lançamento desse disco, no Canecão. E, em resposta, convidou Moska para uma série de apresentações no Uruguai e na Argentina. Um dos primeiros músicos que conheceu nesse contexto foi o argentino Kevin Johansen, que participa de "Muito Pouco Para Todos". No DVD, eles repetem ao vivo o dueto feito em estúdio na canção "Waiting for the Sun toShine". E refazem "A Idade do Céu", que acabou por se tornar a canção-símbolo da relação de Moska com os hermanos.

Em nome dessa relação, aliás, Moska já organizou e dirigiu dois festivais de música: o Mercosul Musical, em 2008, e o Soy Loco Por Ti America, em 2011. A filosofia era juntar, em duos, artistas brasileiros (como Arnaldo Antunes, Paula Toller e Vitor Ramil) com sul-americanos (como Drexler, Johansen e Pedro Aznar). Seu trabalho era intuir afinidades e fazer as pontes entre um nome daqui e outro de lá. Mais um ofício para a sua coleção.

As primeiras gravações profissionais de Moska aconteceram no álbum de estreia do grupo vocal Garganta Profunda, "A Orquestra de Vozes" (1986). Nesse mesmo período, ao lado de outros integrantes do Garganta, planejou aquela que seria sua maior experiência pop nos anos 1980: os Inimigos do Rei. Com a banda, lançou dois discos, emplacou nacionalmente os hits "Uma Barata Chamada Kafka" e "Adelaide" e correu país por dois anos.

Camerata Florianópolis

A Camerata Florianópolis foi fundada em 1994 pelo maestro Jeferson Della Rocca e vem desde então atuando ininterruptamente, sempre com significativa participação e relevância na agenda cultural de Santa Catarina. A orquestra figura hoje entre os mais importantes grupos do gênero no Brasil e realiza neste ano de 2016 sua 23ª Temporada de Concertos. Tem como maestro titular Jeferson Della Rocca e, desde 1998, a produção executiva de Maria Elita Pereira.

Gravou doze CDs e um DVD, entre os quais: Clássicos com Energia, O Amante do Girassol (de Daniel Lobo), Tributo à Música Popular Brasileira, Edino Krieger Prêmio Natura Musical), Santa Catarina (composições Alberto Heller e Kleber Alexandre), Música de Natalde Aldo e Edino Krieger, 250 Anos da Irmandade Senhor Jesus dos Passos e A Arte do Improviso "In Jazz". Gravou trilhas para vídeos institucionais e para o filme Ensaio de Tânia Lamarca.

Além do repertório camerístico, que trouxe grande reconhecimento à orquestra, a Camerata Florianópolis vem se destacando nos últimos anos também pelo trabalho sinfônico, interpretando obras de peso como a integral das Sinfonias e Concertos para Piano e Violino de Beethoven, A Criação de Haydn, Concertos e Sinfonias de Mozart, bem como seu Requiem (numa das parcerias com o Polyphonia Khoros), Missas, Árias, Aberturas de ópera e diversos Concertos. Paralelamente, estreou mais de trinta obras compostas e dedicadas especialmente para a orquestra (com destaque para o concerto Aurora Consurgens e a Sinfonia Terra de Alberto Heller), incentivando assim a composição erudita contemporânea brasileira. Do repertório operístico, participou da montagem das óperas Carmen de Bizet, Cavalleria Rusticana de Mascagni, A Flauta Mágica, As Bodas de Fígaro e O Empresário de Mozart, Rigoletto e La Traviata de Verdi, Elisir D’Amore de Donizzetti,La Serva Padrona de Pergolesi e O Barbeiro de Sevilha de Rossini.

Grupo de grande versatilidade, a Camerata Florianópolis vem se destacando também por sua pesquisa sonora junto a diversos estilos e gêneros musicais. Tem em seu repertório espetáculos como Música Popular Brasileira, Camerata in Jazz (com arranjos e direção de Luiz Gustavo Zago), o espetáculo Rock’n Camerata (com arranjos de Alberto Heller e participação da banda Brasil Papaya Instrumental), sucesso absoluto de público em Florianópolis e Música Eletrônica (em parceria com o ELEKFANTZ). Também tem realizado concertos com importantes artistas brasileiros como Lenine, Toquinho, Daniel e Daniela Mercury, sendo que obteve destaque internacional com seu show em conjunto com o guitarrista Steve Vai na edição 2015 do Rock in Rio.

Além do êxito obtido em vários estados brasileiros (como Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais), também no exterior obteve grande reconhecimento em suas turnês pela França, Espanha, Alemanha e Itália. Todo esse intenso trabalho artístico não impediu que, desde sua criação, desse enorme valor às questões sociais: implantou importantes projetos educacionais, como Educando com Música e Música e Cidadania; contribuiu para a democratização do acesso a espetáculos eruditos através do projeto Concertos nas Comunidades e turnês pelo interior de Santa Catarina. Tais iniciativas vêm contribuindo sobremaneira com a cultura musical no Estado, formando plateias e estimulando a juventude à prática musical.

Entre várias honras recebidos, destacam-se o Prêmio Franklin Cascaes de Cultura da Prefeitura Municipal de Florianópolis (2011), a Medalha Mérito Cultural Cruz e Souza do Governo do Estado de Santa Catarina (2012) e “Prêmio Edino Krieger” como “Destaque Musical do Ano” da Academia Catarinense de Letras e Artes (2015).

Ingressos

Plateia: R$160,00 inteira e R$80,00 meia-entrada
Mezanino: R$110,00 inteira e R$55,00 meia-entrada Camerata Florianópolis convida Paulinho Moska

Categorias: Março 2017
Tags: Camerata
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