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Espetáculo "Rádio Loquaz – Pausas de Se Ouvir" do Grupo de Teatro O Dromedário Loquaz



Quando: 24 Setembro 2016, sábado, às 20h30min
Onde: Teatro Álvaro de Carvalho (TAC)
Endereço: Rua Marechal Guilherme, 26 - Centro
Quanto: R$30 inteira e R$15 meia-entrada

Como parte das comemorações pelos 35 anos do Grupo de Teatro O Dromedário Loquaz, o coletivo fará uma sequência de apresentações neste final de semana no Teatro Álvaro de Carvalho (TAC).

No dia 23 de setembro, sexta-feira, o Núcleo Lírico do Dromedário Loquaz estreia a montagem reduzida da Ópera Romeo et Juliette, do francês Charles Gounod, extraída do texto original de William Shakespeare, que terá a segunda apresentação no domingo, dia 25.

No dia 24, sábado, será a vez do espetáculo “Rádio Loquaz – Pausas de se ouvir” convidando o público a reviver uma transmissão radiofônica ao vivo, nos moldes das transmissões da décadas de 1930 e 40.

Sinopse: Revivendo a nostalgia dos programas de rádio com plateia ao vivo das décadas de 1940 e 50, a Rádio Loquaz, uma emissora interiorana, reúne anualmente seus artistas para uma transmissão comemorativa onde revive seus programas de maior sucesso incluindo momentos musicais, recados dos ouvintes e uma Radionovela. Mas uma forte tempestade se aproxima da cidade e os artistas serão traídos por suas memórias, trazendo à tona temas que perpassam suas relações pessoais e comprometem a transmissão radiofônica desta noite.

Em cena a importância do rádio enquanto veículo de comunicação, de denúncia e de entretenimento se amplifica e possibilita aos espectadores o reencontro com importantes fatos da história mundial, revivendo um tempo em que este veículo era, para muitos, a única possibilidade de conexão com o mundo para além de seus quintais. A peça é uma criação autoral do grupo a partir de processo criativo conduzido e dirigido por Barbara Biscaro em 2014 e que na oportunidade resultou em montagem homônima com ênfase na sonoridade encenada no Hall do Museu da Escola Catarinense.

Para a nova versão do espetáculo “o grupo mergulhou na continuidade das pesquisas iniciadas em 2014 somando à investigação sonora o aprofundamento das personagens anteriormente esboçadas e investindo em elaboração dramatúrgica”, destaca a diretora da nova concepção cênica, Sulanger Bavaresco. No palco, a transmissão comemorativa anual da ZYK 693, emissora radiofônica que resiste aos novos meios de comunicação, insistindo em programação nostálgica que abrange entre outros, números musicais, recados dos ouvintes, poesias e Radionovelas. Embora a Rádio Loquaz esteja atravessando percalços e dificuldades financeiras que comprometem sua sobrevivência, seu proprietário e elenco de artistas lançam-se de corpo e alma à cena, acreditando na grandiosidade da arte radiofônica e na possibilidade de despertar o interesse de novos anunciantes e patrocinadores.

No início da apresentação as personagens apresentam características advindas de suas funções radiofônicas: a “voz de ouro”, a “rainha da rádio”, o “locutor preferido”, o “acordeão de ouro”, a “voz aveludada”, a “voz que embriaga”, o “romântico”, porém, ao longo da transmissão são traídos por suas personalidades e memórias, passando a revelar detalhes de suas vidas pessoais: sonhos, medos, solidão, amores platônicos e paixões passionais. Combinando ficção e realidade, o espetáculo constrói estreito diálogo entre a Rádio Loquaz e o próprio grupo teatral florianopolitano. Para a diretora Sulanger Bavaresco, “a ambientação da encenação em uma emissora de rádio que atravessa dificuldades para levar ao ar sua programação representa o exercício de sobrevivência e resistência do ato teatral em si e não por acaso são destacados em diferentes momentos do espetáculo as memórias pessoais dos atores e do próprio grupo O Dromedário Loquaz, que às vésperas de completar 35 anos de trajetória persiste frente às dificuldades comuns aos coletivos artísticos que desenvolvem pesquisa de grupo e assim como a Rádio Loquaz, luta e resiste para não sair do ar”.

Para além dos temas e sonoridade comuns a um programa radiofônico a encenação aposta na construção de nova camada de sons e memória, destacando-se a aproximação de uma tempestade que poderá interromper as transmissões da Rádio Loquaz e a presença de breves monólogos/testemunhos que revelam segredos das personagens e memórias reais dos atores. A Radionovela Pausas de se Ouvir integra a programação da Rádio Loquaz e apresenta duas histórias sobrepostas: em um asilo o ancião Pedro Fidélis narra para outros internos a Radionovela O Órfão da Guerra, na qual o jovem casal Gertrud e Hermman foge da Alemanha rumo ao Brasil para viverem seu amor proibido. Mas os tempos são de guerra e o destino do casal apaixonado e do próprio ancião está fadado à fatalidade levando a Radionovela a um final surpreendente. Sua encenação apresenta referências do melodrama e conta com a execução de sonoplastia ao vivo. A autoria da Radionovela é de Sulanger Bavaresco a partir de argumento do roteirista Iur Gomes.

A trilha sonora do espetáculo conta com canções interpretadas ao vivo pelos atores e outras interpretadas nas vozes de Francisco Petrônio, Caruso e Silvio Caldas, além de jingles inéditos e a inserção de áudios reais das vozes de personalidades das artes, da comunicação e da política, entre eles o Repórter Esso, Jango, Dercy Gonçalves, Getúlio Vargas, Martin Luther King, Cecília Meireles, Che Guevara e Isnard Azevedo, o fundador do Grupo de Teatro O Dromedário Loquaz.

O “Elenco de Ouro” da Rádio Loquaz

Augusto Pedroso (Vilson Rosalino) – É o fundador e proprietário da Rádio Loquaz. Exigente com sua equipe, assume os microfones como locutor e não abre mão de ser o primeiro cantor da emissora, intitulando- se “a voz de ouro” da Rádio Loquaz. Sonhador, recusa-se a reconhecer a passagem do tempo e a força dos novos meios de comunicação e luta contra a decadência financeira da Rádio Loquaz enquanto mantém no ar programas nostálgicos como Radionovelas, poesias e recados dos ouvintes. Acredita que a edição comemorativa anual poderá atrair novos patrocinadores.

Polidoro Alves (Sérgio Bellozupko) – O “locutor preferido” da Rádio Loquaz está na emissora desde sua fundação e atua como “descobridor de novos talentos” da Rádio Loquaz. Atualmente comanda o programa Madrugada bem Acompanhada e responde por anúncios diversos como condições meteorológicas, notas de falecimentos e notícias urgentes. Talentoso, recusou todos os convites para conduzir programas em Televisão por não querer afastar-se de Carminha Figueiredo, por quem é apaixonado platonicamente há anos.

Vírginia Lopes (Márcia Krieger) – É a “eterna Rainha” da Rádio Loquaz. Foi a cantora que inaugurou os microfones da emissora, quando ainda era assediada por uma legião de fãs e apresentava-se acompanhada por orquestra ao vivo. Com o passar dos anos foi perdendo seu vigor artístico e assistiu a ascensão de novas artistas na Rádio Loquaz, enquanto era relegada a segundos papéis. Atualmente é mantida no quadro de artistas por consideração de Augusto Pedroso, em reconhecimento aos serviços prestados no passado.

Domenico (Cezar Pizetta) – É o “acordeão de ouro” da Rádio Loquaz. Com passado desconhecido, o misterioso músico acordeonista foi contratado para acompanhar ao vivo o programa Poesia no Ar. Sempre a espera de uma chance para integrar o primeiro time de artistas da rádio e de integrar o elenco da Radionovela, ele é prestativo em todas as funções técnicas e artísticas, funcionando ainda como “Coringa” na substituição de artistas e técnicos ausentes. Como reconhecimento Augusto Pedroso lhe passou o comando do programa Romantismo Internacional.

Carminha Figueiredo (Giovana Rutkoski) – Conhecida como a “voz aveludada” da Rádio Loquaz, é a principal cantora da emissora e passou a integrar o elenco de artistas ainda menina, após ser descoberta por Polidoro Alves em um concurso de talentos. É ainda locutora do programa Alvorada Musical e eventualmente executa ao vivo sonoplastia para as Radionovelas. Extremamente feminina e sensual, ela seduz homens e mulheres, ignorando a paixão platônica que Polidoro Alves nutre por ela.

Violeta Púrpura (Diana Adada Padilha) – Impetuosa e passional, é a artista mais jovem da Rádio Loquaz. Conhecida como a “voz que embriaga”, ela atua no programa Poesia no Ar e desempenha os papéis de mocinha romântica nas Radionovelas. Ambiciosa e vaidosa considera a rádio apenas um instrumento para alavancar sua carreira. Seu maior temor é findar seus dias como Virginia Lopes e assim, é obcecada por Adalberto Barbosa, acreditando que ele a ama e a levará para longe, em uma vida de amor e sucesso.

Adalberto Barbosa – É o “romântico” da Rádio Loquaz. Atua como cantor e sempre responde pelas personagens românticos nas Radionovelas. Campeão de cartas, o artista é assediado pelas rádioouvintes e é alvo da paixão e obsessão de Violeta Púrpura. Personagem ausente na cena, porém onipresente através de sua citação na dramaturgia.

Marieta (Julia Maria Bavaresco) – Menina que “sonha” e dá vida à Rádio Loquaz.

Ficha Técnica
Autoria: Grupo de Teatro O Dromedário Loquaz a partir de processo criativo conduzido e dirigido por Barbara Biscaro em 2014
Direção: Sulanger Bavaresco
Elenco: Cezar Pizetta, Diana Adada Padilha, Giovana Rutkoski, Julia Maria Bavaresco, Márcia Krieger, Vilson Rosalino e Sérgio Bellozupko
Pesquisa musical e trilha: Eugênio Menegaz, Barbara Biscaro, Dimitri Camorlinga e Sulanger Bavaresco
Iluminação: Marco Ribeiro
Cenografia: Grupo de Teatro O Dromedário Loquaz
Figurinos: Adriana Barreto
Playlist ambientação: Julia Maria Bavaresco
Visagismo: Puka Saraiva
Apoio técnico: Maria Zélia Goulart, Magda Scors, Renata Haymussi e Regina Prates
Design gráfico: Mariana Barardi
Fotografia: Cristiano Prim
Assessoria de imprensa: Giovana Rutkoski
Produção: 5M Técnicas Teatrais
Realização: Grupo de Teatro O Dromedário Loquaz
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