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Samba de Terreiro e Tuco Pelegrino homenageiam Paulo da Portela, "O Príncipe do Samba"



Quando: 13 Junho 2017, Terça-feira, das 17h30 às 19h30
Onde: Escadaria do Rosário
Endereço: Rua Marechal Guilherme, 60 - Centro
Quanto: Gratuito
Evento no FB: www.facebook.com/events/236267050198203

O projeto Samba de Terreiro, que surgiu em janeiro deste ano e acontece na segunda terça-feira de cada mês, já homenageou Zininho, com a presença da cantora Cláudia Barbosa, filha do poeta e compositor, terá mais uma edição especial nesta terça-feira, dia 13 de junho, das 17h30 às 19h30, na Escadaria do Rosário.

Desta vez, o projeto homenageará Paulo da Portela, "O Príncipe do Samba", com a participação especial do artista Tuco Pelegrino, que fará uma apresentação gratuita junto com os sambistas de Floripa. O evento promete ser emocionante!

Paulo Benjamim de Oliveira (17/06/1901 – 31/01/1949), conhecido como Paulo da Portela, é um nome que se confunde com a história do samba na cidade do Rio de Janeiro. Nascido na Saúde, viveu muitos anos na antiga Praça Onze antes de fixar residência em Osvaldo Cruz. Educado e elegante, Paulo da Portela era uma figura imponente, que circulava pela cidade defendendo e valorizando a imagem do sambista como artista pois, naquela época, os sambistas tinham sua imagem associada a malandragem. É dele a célebre frase: “Sambista para fazer parte do nosso grupo tem que usar gravata e sapato! Todo mundo tem que ter pés e pescoços ocupados!”

Fez um trabalho incessante para que o samba, nascido nas camadas mais populares, cultivado nos morros cariocas e na região da Praça Onze, fosse aceito como gênero musical e tocado pelas diversas classes sociais. Com trânsito entre os artistas e intelectuais, conseguiu atrair a atenção de alguns políticos que ajudaram a descriminalizar o samba, que até aquele momento era vítima da perseguição policial.

Divulgador e defensor da cultura negra, valorizou sempre suas diferentes formas de expressão. Com grande representatividade nas comunidades que frequentava, fundou o primeiro bloco de Oswaldo Cruz, o Ouro Sobre Azul, bloco de marcha-rancho tão comum na época.

Antônio Rufino dos Reis e Antônio da Silva Caetano, seus parceiros na fundação da Portela, também o ajudaram a fundar – em 1922 - o bloco Baianinhas de Oswaldo Cruz. A partir daí, Paulo da Portela começou a se tornar um nome fundamental para a história do samba e do carnaval carioca

O Conjunto Carnavalesco Escola de Samba de Oswaldo Cruz, fundado em 11 de abril de 1926, teve Paulo da Portela como seu primeiro presidente. Nascia ali o embrião do Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela. A Portela apresentou-se pela primeira vez, no Carnaval de 1930, como o nome “Quem Nos Faz É O Capricho”. Em 1931, passou a denominar-se “Vai Como Pode” e, finalmente, em 1935, adotou o atual nome G.R.E.S. Portela.

Paulo morreu em 31 de janeiro de 1949, vítima de um ataque cardíaco. Mais de 15 mil pessoas acompanharam seu cortejo fúnebre para prestar-lhe homenagem. Depois de sua morte, foi relembrado em várias músicas. Grupos como o Rosa de Ouro e A Voz do Morro, além de intérpretes como Paulinho da Viola e Monarco, regravaram canções suas, como: Cidade-Mulher, Cocorocó, Meu Nome já Caiu no Esquecimento, Teste ao Samba, Linda Borboleta, Cantar de um Roxinol e Quitandeiro.

Paulo da Portela, nosso professor, tem seu nome em sambas como Passado de Glória (Monarco) e De Paulo da Portela a Paulinho da Viola (Monarco/ Francisco Santana).

Tuco Pelegrino:
O paulistano Tuco Pellegrino é pesquisador, cantor e compositor. Faz parte do agrupamento Glória ao Samba, que tem como referência os sambistas das primeiras escolas de samba (Ismael Silva, Bide, Nilton Bastos, Mano Edgard, Mano Rubem, Cartola, Carlos Cachaça, Paulo da Portela, Antônio Caetano, Rufino). Muitos nem são conhecidos do grande público. Tuco dedica seu trabalho como cantor para torná-los conhecidos.
Integra a ala de compositores da Portela. Participou do grupo Batalhão de Sambistas e Terreiro Grande, com o qual gravou dois CD’s com Cristina Buarque, “Ao vivo” (2007) e "Homenagem a Candeia” (2009).

Seu primeiro disco solo, "Peso é Peso” é de 2010, com participações de Monarco, Cristina Buarque e Nelson Sargento, cantando sambas tradicionais e inéditos de Ismael Silva, Cartola, Silas de Oliveira e Nelson Cavaquinho.

Participou, em 2015, do CD comemorativo dos 80 anos do mestre Monarco, “Monarco 80 anos – Passado de Glória”, na faixa "Fingida". Este disco foi vencedor do tradicional Prêmio da Música Brasileira.

Já se apresentou com grandes nomes do samba como: Roberto Silva, Elton Medeiros, Nelson Sargento, Cristina Buarque, Wilson Moreira, Monarco e Velha Guarda da Portela.

texto adaptado por: Carmen Evangelho. Samba de Terreiro e Tuco Pelegrino homenageiam Paulo da Portela, "O Príncipe do Samba"

Categorias: Junho 2017
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